ATENÇÃO! MUDANÇA!

Gente, lotou! Falei, falei, falei e o UOL decidiu que não ia mais deixar eu falar. Pelo menos não nesse endereço...

Então, Guerreira in London está de casa nova!

Mudem o endereço nos respectivos computadores, please!

http://www.guerreirainlondon.blogspot.com/

Coloca uma roupa ajeitada, um sapato sem furo e vem me visitar!

Adendos ao post da cebola...

Adendo 1 - Sábado passado, 15hs, Bucklandcourland…

 

Eu alegre e faceira: Vou fazer molho de cebola para levar no churrasco de amanhã!

Gringo-lindo: Mas os anfitriões disseram que vão comprar tudo, por que você quer fazer o molho?

Eu: Porque agora que aprendi a fazer quero levar em tupperware para todos os churrascos e receber vários elogios pelo meu talento culinário.

 

15h15…

 

Eu: Baaaaaaaaaaby, corta as 7 cebolas em rodelas para mim? Eu não sei cortar nada direito e não quero que minha mão cheire a cebola.

Gringo-lindo: Muito engraçado isso. Eu faço o trabalho sujo, choro lágrimas de crocodilo em cima dessas cebolas e você que leva os elogios!

 

Às vezes, bem de vez em quando, você precisa admitir que sua cara-metade tem razão. Então aqui vai o reconhecimento público de que o molho de cebola da minha mãe é feito como uma parceria perfeita: gringo-lindo corta as cebolas e chora lágrimas de crocodilo e eu tempero e levo os elogios.

Ah, se todas as parcerias funcionassem assim!

 

Adendo 2: A leitora-amiga-da-guerreirinha, Marina, testou a receita, fez adaptações e mandou comentário!

Ela amassou bem as cebolas depois de colocar os temperos e colocou um pouco de coentro. Yummi. Vou experimentar. E acho que minha mãe nem vai ficar brava com a modificação da receita dela. Mas, se ficar, vai sair correndo atrás de você com o chinelo Raider na mão, Marina. Mas você vai sobreviver, eu prometo!

 

E chega de falar de cebola. Percebi que falo demais de cebola nesse blog. Freud explica.

 

molho de cebola da minha mãe ou manhêeeee, olha eu fazendo molho de cebola!

Está oficialmente aberta a Temporada de Churrascos da Gringolândia. Eu fiz minha primeira tentativa na semana passada, com uma daquelas churrasqueiras redondinhas de filme. Foi durante o jogo da Inglaterra e obviamente gringo-lindo e todos os outros espécimes do sexo masculino abandonaram a churrasqueira em minhas - inexperientes - mãos por duas horas. Resultado: oito lingüiças queimadas, uma asa de frango que saiu voando do garfão e três pedaços de carne perdidos para sempre no mar de carvão.

Depois peguei o jeito da coisa e os telespectadores de Inglaterra X Paraguai não reclamaram. Se bem que acho que, no meio do jogo, eles não teriam reparado se eu servisse sola de sapato. E confesso que pensei na possibilidade enquanto defumava meu cabelo na churrasqueira depois da terceira lingüiça queimada.

 

Mas o meu grande triunfo foi ter reproduzido com sucesso e pela primeira vez o MOLHO DE CEBOLA PARA CHURRASCO da minha mãe. Tudo bem que é facílimo, mas eu nunca tinha me sentido adulta o suficiente para fazer molho de cebola.

 

À receita. É tudo meio de olho, dependendo da quantidade de convivas... 

  • 5 cebolas
  • Óleo vegetal
  • Azeite de oliva
  • Vinagre
  • Sal
  • Pimenta
  • Orégano
  • Açucar

Corta as cebolas em anéis. Coloca em uma tigela e cobre com água fervendo. Deixa por EXATAMENTE 4 minutos e joga a água fora. Aí cobre a cebola com bastante óleo, um tanto de azeite e um pouco de vinagre. (A proporção é tipo 3/5 de óleo, 1/5 de azeite e 1/5 de vinagre).

Joga orégano, sal e pimenta a gosto e um pouquinho de açúcar.

 

E pode fazer com alguns dias de antecedência porque o molho vai ficando melhor com o tempo!

 

PS: E o quanto adulta serei eu levando o molho em um tupperware para o churrasco que tenho neste domingo? Nunca pensei que seria o tipo de pessoa que leva receitas preparadas por mim mesma em tupperwares!

boleiros

A cada quatro anos os meninos enlouquecem. Começam até a achar o Ronaldinho bonito. Não importa se é

Brasil X Argentina ou Irã X Muzambinha, o jogo vai ser mais importante do que você. E não adianta fazer strip-tease em frente à TV. Eu sei por que já tentei. O máximo que consegui foi escutar um "heeeeeei, dá licença!". Ou será que é só o meu menino que é assim?

Enfim, se o jogo é do Brasil eu torço. Se não é, me divirto de outras formas. Principalmente avaliando os jogadores mais bonitões. Este ano, pelo que assisti até agora, a seleção italiana está arrasando. Tem um tal de Toni que benza deus!

Me fez ter saudades daqueles tempos idos dos anos 70 quando os shortinhos eram curtos e as camisetas apertadas!

E olha que eu não gosto de homem italiano. Todo aquele "ciao mas que bella ragazza" perdeu a graça quando visitei a Itália pela primeira vez.

 

 

(os favoritos)

 

 

(goleiro alemão, menção honrosa da guerreirinha

 ...muito bem lembrado)

Grrrrrrr

07:15 - Toca o despertador. Acordo atrasada e descabelada após um sonho péssimo em que o gringo-lindo era malvado comigo.

07:30 - Descubro que vi ontem a previsão do tempo do dia errado e que hoje não vai estar quente e não poderei usar o modelo que havia planejado.

07h45 - Me visto correndo e saio vestida com um modelo péssimo que vai me irritar o dia todo e voltar para me assombrar no dia que eu for editora-chefe da Vogue americana.

08:15 - Pego o ônibus e descubro que meu estou sem dinheiro no meu Oyster Card (cartão magnético para o transporte gringolandês). Ainda bem que tenho trocado.

08:20 - Olho feio para uma rapariga que não se move, atrapalhando a passagem de todos no ônibus. Ela olha feio de volta, percebo que ela é cinco vezes maior do que eu e resolvo deixar pra lá.

09:00 - Enquanto subo as escadas para o trabalho, derrubo café dentro da sacola de plástico que contém não só meu almoço, mas também meu walkman que escapa intacto por 1,5 mm.

09:05 - Derrubo café no teclado do computador e derrubo a torrada no chão, obviamente com a manteiga virada para baixo.

09:30 - Descubro que limparam e desconfiguraram o meu computador.

10:00 - Decido que hoje não é meu dia e que o melhor que faço é evitar escadas, fotógrafos e objetos pontudos.

 

ele...

Passava por ele todos os dias quando caminhava para o trabalho. Ele sempre sentado no mesmo banco, em frente à mesma praça, no mesmo lugar. Ruivo. Às vezes eu me perguntava o que fazia ali, dia apos dia. Porque estava sempre lá, como que pregado àquele banco. Imaginava sua história, teria alguém? Ele nunca me olhava. Parecia não reparar em minha passagem.

Um dia, voltando para casa, estava calor e passei mal. Frescuras de quem está há muito tempo longe dos trópicos. Precisei me sentar, exatamente naquele banco. Mas ele não estava lá. Achei estranho, mas confesso que achei melhor assim. Quem sabe ele fosse ciumento de seu lugar.

De uns tempos para cá, não o via mais e parei de pensar nele. Até hoje, quando voltava caminhando sozinha do cinema depois de ter assistido a um filme japonês (porque como sabem não sou dada apenas a futilidades). Reparei que o banco havia sido trocado. Um novo banco ocupava seu lugar. Meio cafona, na minha opinião, preferia o outro. Percebi também que a praça estava bem cuidada, a grama aparada, verde brilhante. Foi então que vi. A pequena placa, logo acima do banco. “In the loving memory of the ginger cat”.

Na floresta…

Aluguel de carro - 17 libras por pessoa

 

Compras de supermercado incluindo salsichas e biritas - 25 libras por pessoa

 

Acordo com São Pedro para não chover no final de semana, apesar da chuva torrencial da semana anterior - promessa de uma bitoquinha na chegada ao céu (hihihi, mal sabe ele que com meu currículo não vou passar nem perto dos portões do paraíso!)

 

Dois isopores com gelo seco que permitiram dois dias acampando no meio do mato com produção constante de gelo para gins & tonics - não tem preço!!!!!! (mas ser amiga de uma farmacêutica e um biomédico é um bom começo).

 

Molho fácil da guerreirinha

Dando continuação à seção blogueiros convidados, ou palpite no blog dos outros é refresco, com vocês ela, a única, gloriosa e poderosa guerreirinha!

 

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Salve queridos leitores!

 

Aqui quem fala é a Guerreirinha....de convidada especial do blog! Que honra!

 

Bom, queria compartilhar uma receitinha com vocês, daquelas das minhas (aka: odeio cozinha, odeio cozinhar mas moro sozinha e preciso comer!). Ela é tão simples, mas tão simples, que até eu consigo!!!

 

Molho Fácil da Guerreirinha

 

Bom, você faz lá o macarrão normal, como sempre.....aí para o molho, coloca uma lata de molho de tomate qualquer (eu uso Pomarola) e uma lata de creme de leite. Mistura os dois e pronto!

 

Bom, provavelmente a maioria de vocês já pensou em juntar molho de tomate com creme de leite antes, eu nunca e mudou a minha vida!  Espero ter ajudado alguma pobre alma faminta e sem dotes culinários (Denise???)

 

Beijos para todos!

 

(guerreirinha fazendo pasta. hihihi)

Tudo torto

Ser canhota tem suas vantagens. Quer dizer, tem seu charme. Dizem que os canhotos são mais criativos, diferentes, até mesmo geniais (é o que dizem, não sou eu que estou inventando!). Mas fora isso, vários problemas acompanham o ato de fazer tudo com a outra mão. Toda vez que sento em um computador tenho que mudar o mouse de lado. Quando estou dirigindo e me mandam virar à direita, tenho um instinto incontrolável de virar à esquerda. Mas o pior mesmo foi nunca ter aprendido a cortar em linha reta. Nada. Nunca. Dizem que é porque as tesouras são feitas para destros.

O que não explica porque também não consigo cortar reto com faca e outros objetos cortantes e tenho que pedir ao gringo-lindo para fatiar o pão. Deve ser de família, a julgar pela única e última vez que deixei minha mãe cortar minha franja.

Enfim, para pessoas que sofrem da mesma limitação, descobri esse brinquedinho. É uma tesoura que emite uma luzinha que serve de guia para cortar em linha reta. Pelos meus cálculos, deve funcionar bem também na mão esquerda. Genial. Aposto que foi criado por um canhoto!

Valdemar

Se eu tivesse uma avó conservadora, ela diria que o mundo está perdido mesmo. E de pernas para o ar. Mas minha avó é mudérrna e nunca diria essas coisas.

Mas o mundo está realmente perdido. Vejam vocês. Gringo-lindo vai viajar. Fico sozinha em nosso palacete por cinco dias. Eu, que costumo ter um mínimo (bem mínimo) de organização, abracei a oportunidade como um verdadeiro marido abandonado. Lá pelo quarto dia de solteirice, me peguei em meio a uma cena digna de esposo barrigudo e bigodudo que não toma banho quando a mulher viaja:

 

Sentada no sofá, sem meias limpas pra vestir, a louça de três dias empilhada na pia, assistindo o mesmo episódio de Will and Grace pela oitava vez. E comendo ravióli pronto gelado do dia anterior direto da tigela.

 

Fim de linha.

 

Horrorizada, lavei a louça, a roupa e preparei uma comida de gente para levar de almoço no dia seguinte. Mas não sem antes dar uma olhada rápida no resultado do jogo, coçar o bigode e dar uma volta de cueca pela casa.

 

Ricos e famosos

Hoje vi a atriz-que-virou cantora Juliette Lewis no caminho para o banco. Ela tem a mesma cara do que tem nos filmes. E parece mesmo com minha melhor amiga (que é muito mais bonita). Até pensei em interceptá-la para contar que todo mundo diz para minha amiga que as duas são parecidas. Mas achei que ela não ia se interessar tanto pela minha história.

 

 

Com essa nova aquisição ao meu rol de pessoas famosas que já vi aqui na Gringolândia, ele fica assim:

 

- Daniel Day Lewis (achei ele muito magro e abatido)

- Liv Tyler (passei mal)

- Juliette Lewis

- As costas do menino que fez Billy Eliot no cinema (minha amiga viu, me avisou, mas já era tarde e só vi ele de trás)

- O chapéu da falecida Rainha-Mãe (pararam o trânsito na frente do Palácio e saiu o carro. Mas só consegui ver o cabelinho branco e o chapéu. Como sei que era ela? Só Rainha-Mãe usaria um chapéu roxo!).

Porque que a gente é assim

  

Final de semana "vamos discutir a relação" do trabalho. Hotel bacaninha, noite de bar-livre, manhã seguinte de badalo da Catedral da Sé dentro da minha cabeça. Após o café de 360784 calorias e 38273475 gramas de gordura, entro no elevador acompanhada de um casal de velhinhos. Muito britanicamente educado, o senhor me pergunta.

 

- E então, foi boa a noite ontem?

 

Sei que ele não estava no bar (os únicos companheiros etílicos, além do povo do trabalho, eram do time de rugby do Exército britânico, que acabava de vencer o campeonato contra o time da Marinha pelo quinto ano consecutivo. Povo engraçado, todos sem os dentes da frente e com pescoços mais grossos que a coxa da Wilza Carla!).

Pensei, horrorizada, como saberá ele que ontem não fui dormir comportada às 21hs, após colocar bobs e fazer touca? E que, ao invés, fiquei amiga de todos os jogadores de rugby e suas respectivas namoradas e inclusive convenci um deles a pedir uma delas em casamento?

 

- Terão sido minhas olheiras profundas?

- Será que eu estava cheirando a birita?

- Ou seria apenas a minha cara normal de bagaceira?

 

 

Respondi ao velhinho:

 

- A noite foi boa. Já esta manhã, nem tanto.

 

Ao que ele soltou:

 

- Mas se a noite foi boa, a manhã seguinte vale a pena.

 

Não é fofo? Durante todo o dia, repeti mentalmente esse mantra cheio de sabedoria boêmia. Continuei de ressaca. Mas fiquei feliz.

 

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