Adendos ao post da cebola...

Adendo 1 - Sábado passado, 15hs, Bucklandcourland…

 

Eu alegre e faceira: Vou fazer molho de cebola para levar no churrasco de amanhã!

Gringo-lindo: Mas os anfitriões disseram que vão comprar tudo, por que você quer fazer o molho?

Eu: Porque agora que aprendi a fazer quero levar em tupperware para todos os churrascos e receber vários elogios pelo meu talento culinário.

 

15h15…

 

Eu: Baaaaaaaaaaby, corta as 7 cebolas em rodelas para mim? Eu não sei cortar nada direito e não quero que minha mão cheire a cebola.

Gringo-lindo: Muito engraçado isso. Eu faço o trabalho sujo, choro lágrimas de crocodilo em cima dessas cebolas e você que leva os elogios!

 

Às vezes, bem de vez em quando, você precisa admitir que sua cara-metade tem razão. Então aqui vai o reconhecimento público de que o molho de cebola da minha mãe é feito como uma parceria perfeita: gringo-lindo corta as cebolas e chora lágrimas de crocodilo e eu tempero e levo os elogios.

Ah, se todas as parcerias funcionassem assim!

 

Adendo 2: A leitora-amiga-da-guerreirinha, Marina, testou a receita, fez adaptações e mandou comentário!

Ela amassou bem as cebolas depois de colocar os temperos e colocou um pouco de coentro. Yummi. Vou experimentar. E acho que minha mãe nem vai ficar brava com a modificação da receita dela. Mas, se ficar, vai sair correndo atrás de você com o chinelo Raider na mão, Marina. Mas você vai sobreviver, eu prometo!

 

E chega de falar de cebola. Percebi que falo demais de cebola nesse blog. Freud explica.

 

molho de cebola da minha mãe ou manhêeeee, olha eu fazendo molho de cebola!

Está oficialmente aberta a Temporada de Churrascos da Gringolândia. Eu fiz minha primeira tentativa na semana passada, com uma daquelas churrasqueiras redondinhas de filme. Foi durante o jogo da Inglaterra e obviamente gringo-lindo e todos os outros espécimes do sexo masculino abandonaram a churrasqueira em minhas - inexperientes - mãos por duas horas. Resultado: oito lingüiças queimadas, uma asa de frango que saiu voando do garfão e três pedaços de carne perdidos para sempre no mar de carvão.

Depois peguei o jeito da coisa e os telespectadores de Inglaterra X Paraguai não reclamaram. Se bem que acho que, no meio do jogo, eles não teriam reparado se eu servisse sola de sapato. E confesso que pensei na possibilidade enquanto defumava meu cabelo na churrasqueira depois da terceira lingüiça queimada.

 

Mas o meu grande triunfo foi ter reproduzido com sucesso e pela primeira vez o MOLHO DE CEBOLA PARA CHURRASCO da minha mãe. Tudo bem que é facílimo, mas eu nunca tinha me sentido adulta o suficiente para fazer molho de cebola.

 

À receita. É tudo meio de olho, dependendo da quantidade de convivas... 

  • 5 cebolas
  • Óleo vegetal
  • Azeite de oliva
  • Vinagre
  • Sal
  • Pimenta
  • Orégano
  • Açucar

Corta as cebolas em anéis. Coloca em uma tigela e cobre com água fervendo. Deixa por EXATAMENTE 4 minutos e joga a água fora. Aí cobre a cebola com bastante óleo, um tanto de azeite e um pouco de vinagre. (A proporção é tipo 3/5 de óleo, 1/5 de azeite e 1/5 de vinagre).

Joga orégano, sal e pimenta a gosto e um pouquinho de açúcar.

 

E pode fazer com alguns dias de antecedência porque o molho vai ficando melhor com o tempo!

 

PS: E o quanto adulta serei eu levando o molho em um tupperware para o churrasco que tenho neste domingo? Nunca pensei que seria o tipo de pessoa que leva receitas preparadas por mim mesma em tupperwares!

boleiros

A cada quatro anos os meninos enlouquecem. Começam até a achar o Ronaldinho bonito. Não importa se é

Brasil X Argentina ou Irã X Muzambinha, o jogo vai ser mais importante do que você. E não adianta fazer strip-tease em frente à TV. Eu sei por que já tentei. O máximo que consegui foi escutar um "heeeeeei, dá licença!". Ou será que é só o meu menino que é assim?

Enfim, se o jogo é do Brasil eu torço. Se não é, me divirto de outras formas. Principalmente avaliando os jogadores mais bonitões. Este ano, pelo que assisti até agora, a seleção italiana está arrasando. Tem um tal de Toni que benza deus!

Me fez ter saudades daqueles tempos idos dos anos 70 quando os shortinhos eram curtos e as camisetas apertadas!

E olha que eu não gosto de homem italiano. Todo aquele "ciao mas que bella ragazza" perdeu a graça quando visitei a Itália pela primeira vez.

 

 

(os favoritos)

 

 

(goleiro alemão, menção honrosa da guerreirinha

 ...muito bem lembrado)

Grrrrrrr

07:15 - Toca o despertador. Acordo atrasada e descabelada após um sonho péssimo em que o gringo-lindo era malvado comigo.

07:30 - Descubro que vi ontem a previsão do tempo do dia errado e que hoje não vai estar quente e não poderei usar o modelo que havia planejado.

07h45 - Me visto correndo e saio vestida com um modelo péssimo que vai me irritar o dia todo e voltar para me assombrar no dia que eu for editora-chefe da Vogue americana.

08:15 - Pego o ônibus e descubro que meu estou sem dinheiro no meu Oyster Card (cartão magnético para o transporte gringolandês). Ainda bem que tenho trocado.

08:20 - Olho feio para uma rapariga que não se move, atrapalhando a passagem de todos no ônibus. Ela olha feio de volta, percebo que ela é cinco vezes maior do que eu e resolvo deixar pra lá.

09:00 - Enquanto subo as escadas para o trabalho, derrubo café dentro da sacola de plástico que contém não só meu almoço, mas também meu walkman que escapa intacto por 1,5 mm.

09:05 - Derrubo café no teclado do computador e derrubo a torrada no chão, obviamente com a manteiga virada para baixo.

09:30 - Descubro que limparam e desconfiguraram o meu computador.

10:00 - Decido que hoje não é meu dia e que o melhor que faço é evitar escadas, fotógrafos e objetos pontudos.

 

ele...

Passava por ele todos os dias quando caminhava para o trabalho. Ele sempre sentado no mesmo banco, em frente à mesma praça, no mesmo lugar. Ruivo. Às vezes eu me perguntava o que fazia ali, dia apos dia. Porque estava sempre lá, como que pregado àquele banco. Imaginava sua história, teria alguém? Ele nunca me olhava. Parecia não reparar em minha passagem.

Um dia, voltando para casa, estava calor e passei mal. Frescuras de quem está há muito tempo longe dos trópicos. Precisei me sentar, exatamente naquele banco. Mas ele não estava lá. Achei estranho, mas confesso que achei melhor assim. Quem sabe ele fosse ciumento de seu lugar.

De uns tempos para cá, não o via mais e parei de pensar nele. Até hoje, quando voltava caminhando sozinha do cinema depois de ter assistido a um filme japonês (porque como sabem não sou dada apenas a futilidades). Reparei que o banco havia sido trocado. Um novo banco ocupava seu lugar. Meio cafona, na minha opinião, preferia o outro. Percebi também que a praça estava bem cuidada, a grama aparada, verde brilhante. Foi então que vi. A pequena placa, logo acima do banco. “In the loving memory of the ginger cat”.

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